|
Quase todos conhecemos a Declaração Universal dos Direitos das
Crianças, e aqueles que não conhecem, deveriam, tinham a obrigação
de a conhecer. O motivo deste meu repuxo da alma, prende-se com o
facto de diariamente ver e ler nos meios de comunicação social, as
maiores atrocidades que arrasam as crianças do mundo inteiro. Chego
a pensar bem alto que, de crianças maravilhosas que fomos, por vezes
tornámo-nos em terríveis monstros da sociedade em que vivemos. O meu
repuxo não é intencional de lições de moral, até porque, como o
comum dos mortais cometo erros e infracções que, são inerentes à
vivência em sociedade, mas, não posso deixar de chamar a atenção,
para aquilo que me repugna nos meus semelhantes: o egoísmo, a falta
de caridade e compaixão para com os outros, a arrogância, o
materialismo, a ganância, o racismo..., e creio que tinha
adjectivos suficientes para encher o resto desta página.
Se não, vejamos,
o que se passa nos países em guerra, onde diariamente centenas de crianças morrem e padecem dos males
provocados pela própria guerra. Males irremediáveis para o resto das
suas vidas.
Grande parte destas crianças, nunca chegará a saber o que
é a infância e o que é ser-se adulto. Durante o percurso das suas
vidas, ás vezes muito pequenas, apenas conheceram armas, desavenças,
guerras, e um silêncio por demais estrondoso nas suas almas.
Quem serão os dirigentes destes países, destas guerras? Humanos?
Não, não creio, talvez seres que nasceram com graves
deficiências, alguma lacuna da mãe natureza aquando da sua
concepção. Serão como peças numa linha de montagem que saem com defeito, com a grande
diferença que, na linha de montagem estas peças seriam excluídas.
Toda a criança
nasce inteligente, limpa, mas os adultos é que as começam a cobrir
de "lixo". Mudam as suas atitudes pelo meio ambiente onde vivem.
Nascem com uma sabedoria infinita, mas infelizmente não conseguem
desenvolver essa sabedoria, porque os adultos não lhes dão
condições. O escritor Bhagwan Shree Rajneesh, manifestou-se um dia
com o seguinte: "somente quando o Homem renasce, ele pode compreender
qual é a beleza e grandiosidade da infância. O sábio, não é
superior, e a criança não é inferior ao sábio, a única diferença é
que a criança não sabe o que ela é, e o sábio sabe".
|